As mais recentes intervenções no edifício da Gare Marítima de Alcântara puseram em causa o reconhecimento da matriz espacial e arquitectónica que o caracteriza, e que o conduziu à classificação de valor patrimonial.
A revelação da condição espacial que caracteriza este edifício, que integra espaços de grandes volumetrias com pequenos espaços associados, constitui um princípio de organização em perfeita adequação à instalação do programa proposto: espaços com carácter representativo e simbólico e ambientes que favoreçam a permanência e concentração.
Deste modo propõe-se a construção de dois espaços sobrepostos de generosas dimensões que condensão às áreas fundamentais do programa. Trata-se de um salão ao nível do piso de entrada que através de um sistema de subdivisão/gestão espacial, acolhe a área expositiva/ sala de leitura / cafetaria. No piso 2, ao nível da galeria exterior, o salão nobre, com 170m2, revela a dimensão máxima transversal do edifício no seu fechamento a poente.
A caracterização arquitectónica destes espaços assenta em dois temas fundadores: aceitar a importância das aberturas ampliando-as pelo interior de forma a dramatizar a relação entre os espaços e a paisagem e trabalhar as superfícies de tecto numa dimensão palaciana capazes de responder a um só tempo às exigências acústicas, lúminicas e também decorativas.
Data: 2010
Localização: Gare Marítima de Alcântara, Lisboa
Cliente: Porto Lisboa, APL
Arquitectura:Atelier Bak Gordon, Atelier Rui Mendes
Equipa: Ricardo Bak Gordon, Rui Mendes, Gonçalo Leite, Bruno Pica, Nuno, Costa
Design Gráfico e Multimédia: Rui Matos Martins/Beam Team,lda
Especialidades: AFACONSULT
Concurso por convite,
3º classificado