No contexto de uma nova dinâmica, apostada na promoção dos modos suaves, na difusão de uma mobilidade inclusiva e na motivação do uso dos transportes públicos em detrimento do transporte individual, considerou-se importante a acessibilidade entre a parte baixa da cidade e a colina do castelo.
Para isso é fundamental a própria cidade – a colina do castelo revela as suas necessidades de uma forma natural e urbana e cria a possibilidade de pensar novos acessos ligados aos existentes.
Fundamental, também, é a ligação dos novos percursos à rede de transportes públicos (metro, comboios, eléctricos, rede fluvial e autocarros); parques de estacionamento públicos (já existentes e propostos); e acessos existentes – os novos percursos cruzam-se com os existentes criando uma nova dinâmica, essencial à cidade.
Os novos percursos de acessibilidade à colina do castelo (o percurso A1/Sé, A2/Graça, B1/Alfama e B2/Mouraria) estão associadas a vários programas públicos – junta de freguesia, pólo criativo, centro de convívio e miradouros, criando uma nova dinâmica, fluida e natural, revitalizando e tornando a colina do castelo mais desejável, para todos.
ESTRUTURAR novos acessos á colina do castelo, criando percursos fluidos e naturais, ligados a diferentes modos de transporte publico.
FACILITAR a mobilidade na cidade à população e visitantes.
REVELAR e criar novas dinamicas na cidade.
CRIAR percursos pedonais e mecanizados totalmente e/ou parcialmente acessiveis a pessoas com mobilidade condicionada.
LIGAR situações ant eriores com novas propostas de acesso à colina do castelo.
PERCORRER e utilizar os novos acessos de uma forma natural e com forte ligação à cidade.
MINIMIZAR o transporte privado do centro da cidade crinado ligações a diferentes modos de transporte público e parques de estacionamento.
REDUZIR a sinistralidade e ruído no centro da cidade.
MELHORAR e ligar acessos existentes às novas propostas dando continuidade ao tecido urbano
O percurso da Sé liga o campo das cebolas (Porta do Mar) ao Chão da Feira (Porta de São Jorge/Castelo), passando pelo largo da Sé, Rua de São Mamede e Rua da Saudade.
A diferença de cota existente entre o campo das cebolas e o Chão da Feira/Castelo é de 70 metros, o percurso da Sé, Assistido, é totalmente inclusivo.
Redes: O percurso da Sé está ligado á estação fluvial sul-sudeste; à estação de metro do terreiro do paço e ao novo parque de estacionamento a criar junto à Rua dos Armeiros, bem como à rede de autocarros e eléctricos da carris.
Equipamentos: Na primeira etapa do percurso um pequeno elevador ligará a Porta do Mar (Campo das cebolas) ao largo da Sé, pelas escadinhas do mar.
A segunda etapa da ligação assistida, entre o largo da sé e a rua da saudade, será feita por uma rua/túnel articulada com a nova junta de freguesia da Sé e com um elevador, permitindo a ligação à Rua de São Mamede e à Rua da Saudade. Na Rua da Saudade é criado um novo miradouro.
Data: 2009
Localização: Costa do Castelo, Lisboa
Cliente: C.M. Lisboa
Arquitectura: Atelier Bugio João Favila, Rui Mendes, Pedro Domingos e João Simões
Equipa: João Favila, Rui Mendes, Pedro Domingos, João Simões, Bruno Oliveira, Fernando Amado, Francesco Mariani, Hugo Amaro, José Cano Luis Ferro, Marlene dos Santos, Mauricio Martins, Pedro Alves
Fotografia: Eurico Lino do Vale